"Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas"
Clarice Lispector
Se penso, sinto. Se sinto, logo escrevo...
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Quem tem...
Quem tem esperança possui o mundo nas mãos.
Possui o mundo porque nada está perdido e tudo é passível de acontecer...
Quem tem alegria tem a vida.
Pois aproveita nos pequenos momentos as melhores oportunidades...
Quem tem problemas evolui...
Evolui porque aprende nas dificuldades que tudo é passageiro...
Quem possui lembranças eterniza sentimentos.
Pois rememora nas recordações pessoas, coisas e gestos...
Quem tem dúvida possui a ambivalência fundamental.
Ambivalência do sim e do não, do ser ou não ser, ambivalência da essência...
Quem tem um amor está no olho do furação.
Pois nele tudo se encontra, alegria, tristeza, medo, coragem, ódio, amor...
Quem não tem amor está em falta...
Pois não ama , não chora, não ri , não entristece...
Enfim, perde sua humanidade.
Agora só me cabe uma reflexão:
Ainda não sei se é melhor perder a humanidade
ou estar no olho do furação...
Raquel Faria.
Possui o mundo porque nada está perdido e tudo é passível de acontecer...
Quem tem alegria tem a vida.
Pois aproveita nos pequenos momentos as melhores oportunidades...
Quem tem problemas evolui...
Evolui porque aprende nas dificuldades que tudo é passageiro...
Quem possui lembranças eterniza sentimentos.
Pois rememora nas recordações pessoas, coisas e gestos...
Quem tem dúvida possui a ambivalência fundamental.
Ambivalência do sim e do não, do ser ou não ser, ambivalência da essência...
Quem tem um amor está no olho do furação.
Pois nele tudo se encontra, alegria, tristeza, medo, coragem, ódio, amor...
Quem não tem amor está em falta...
Pois não ama , não chora, não ri , não entristece...
Enfim, perde sua humanidade.
Agora só me cabe uma reflexão:
Ainda não sei se é melhor perder a humanidade
ou estar no olho do furação...
Raquel Faria.
Ainda Trago a Marca
Ainda trago a marca no dedo...
Trago a marca dos passeios, do açaí com granola e banana,
Da pipoca com filme, do macarrão com salsicha e milho verde,
Dos passeios e telefonemas ao final do dia.
Trago a marca da ausência, da mudança
e da lembrança ainda presente.
Marcas são algo tachado, cravado.
É como se fosse um aviso constante de que algum dia algo aconteceu por ali.
Marcas trazem nostalgia, trazem alívio.
Marcas da vida, como as doces lembranças que rememoram o leve descompromisso de andar de biblicleta numa quarta feira a tarde.
Das gargalhadas com amigos
Dos apuros passados na adolescência
Dos olhares, das palavras, do toque...
Não somente acontecimentos deixam marcas
Pessoas e objetos também.
Músicas, perfumes, manias, expressões.
Traços de pessoas que entram e saem
Que nos ensinam e que também aprendem
Pessoas que compartilham e que depois ausentam-se.
É por elas, as mais variadas lembranças, que reafirmo:
ainda trago a marca no dedo...
Raquel Faria.
Trago a marca dos passeios, do açaí com granola e banana,
Da pipoca com filme, do macarrão com salsicha e milho verde,
Dos passeios e telefonemas ao final do dia.
Trago a marca da ausência, da mudança
e da lembrança ainda presente.
Marcas são algo tachado, cravado.
É como se fosse um aviso constante de que algum dia algo aconteceu por ali.
Marcas trazem nostalgia, trazem alívio.
Marcas da vida, como as doces lembranças que rememoram o leve descompromisso de andar de biblicleta numa quarta feira a tarde.
Das gargalhadas com amigos
Dos apuros passados na adolescência
Dos olhares, das palavras, do toque...
Não somente acontecimentos deixam marcas
Pessoas e objetos também.
Músicas, perfumes, manias, expressões.
Traços de pessoas que entram e saem
Que nos ensinam e que também aprendem
Pessoas que compartilham e que depois ausentam-se.
É por elas, as mais variadas lembranças, que reafirmo:
ainda trago a marca no dedo...
Raquel Faria.
E se eu...
Dancer (Danseuse), por Edgar Degas.
E se eu gritasse, será que me ouviria?
E se eu demonstrasse
E se eu chorasse?
E se eu concordasse mais
Cedesse mais
Falasse mais
Me entregasse mais?
E se eu fosse menos ausente
Mais latente
E menos indiferente?
E seu tivesse mais coragem
Mais vontade?
Será que você descobriria o tanto que na minha atitude contida
eu gosto de você...
Raquel Faria.
E se eu demonstrasse
E se eu chorasse?
E se eu concordasse mais
Cedesse mais
Falasse mais
Me entregasse mais?
E se eu fosse menos ausente
Mais latente
E menos indiferente?
E seu tivesse mais coragem
Mais vontade?
Será que você descobriria o tanto que na minha atitude contida
eu gosto de você...
Raquel Faria.
A salvação que foi trabalhar no Feriado
O que você acha de trabalhar no feriado? Trabalhar em um daqueles dias frios em que grande parte da população está descansando,viajando e principalmente, dormindo!
O que você acha?
Caro leitor, foi num desses dias atípicos de trabalho no feriado que eu encontrei a minha salvação! Porque que eu encontrei a minha salvação? Oras, nada como distrair a cabeça em convulsão com uma atividade que lhe permita fervilhar ideias que não as nossas.
Freud sabiamente já dizia que, uma das vias para se direcionar as angústias e sofrimentos seria o trabalho, as artes e a ciência. É pintando, fazendo música, escrevendo e envolvendo-se em projetos intelectuais ou não, meus caros amigos, é que o ser humano transfere suas angústias. E como não podia ser diferente, foi trabalhando no feriado que pude me desvencilhar de mim mesma.
Não sabia que papéis, burocracias e planilhas de excel podiam distrair tanto uma mente cansada e em expansão. Ah... como levantar cedo no frio de inverno e sair pela rua quase deserta rumo ao trabalho me salvou!
Agora vou aguardar pela chegada da segunda-feira, para que eu possa continuar minha terapia produtiva rumo à salvação... Raquel Faria.
Nas Asas de Ícaro
A queda de Ícaro, por JFMachado.Eu quero voar...
Mas não posso.
Não que eu não possa voar pelo resto dos dias,
Mas minhas asas, pobres coitadas, não suportam.
Eu quero voar pra perto do sol
Sentir no rosto o vento, a luz.
Mas preciso esperar, minhas asas ainda não estão prontas.
Enquanto isso eu pego carona nas asas de Ícaro
Voo com ele para a imensidão dos sonhos
Até atingir um ponto em que a realidade me chama.
E assim quase como que instantâneamente
Rumo em queda livre direto ao mar.
Porque assim como eu, Ícaro não podia voar muito alto
Pobre coitado, suas asas eram de cera!
Raquel Faria.
Escrever Por quê?
Há quem diga que quem canta seus males espanta. E quem escreve, seus males eternecem? Ou adormecem?
Alguém já parou pra pensar sobre o que impulsionaria o hábito de escrever? Seria por amor, pela dor, pelo rancor ou pela falta do que fazer?
O que motivou Celília Meireces a escrever, Shakespeare, Rubem Alves, Clarice Lispector, Luis Fernando Veríssimo, Pablo Neruda? E o que nos motiva?
Pois bem , a beleza da escrita é não ter motivos. Escreve-se por tudo e por nada. Escrever é conversar com a própria alma. É fazer valer no papel o que está escrito no coração!
É confessar em silêncio a palavra tolhida, é anunciar para eternidade o pensar momentâneo.
Escrevemos para sublimar a dor, para descarregar o rancor, para esbravejar o amor. Escrevemos por luto, seja pela perda do outro ou pela perda de nós mesmos. Escrever, mais do que se perder, é reencontrar.
Enfim, escrever é acalentar nosso coração quando o que mais queremos é gritar para o mundo o silêncio de nossas palavras...
Alguém já parou pra pensar sobre o que impulsionaria o hábito de escrever? Seria por amor, pela dor, pelo rancor ou pela falta do que fazer?
O que motivou Celília Meireces a escrever, Shakespeare, Rubem Alves, Clarice Lispector, Luis Fernando Veríssimo, Pablo Neruda? E o que nos motiva?
Pois bem , a beleza da escrita é não ter motivos. Escreve-se por tudo e por nada. Escrever é conversar com a própria alma. É fazer valer no papel o que está escrito no coração!
É confessar em silêncio a palavra tolhida, é anunciar para eternidade o pensar momentâneo.
Escrevemos para sublimar a dor, para descarregar o rancor, para esbravejar o amor. Escrevemos por luto, seja pela perda do outro ou pela perda de nós mesmos. Escrever, mais do que se perder, é reencontrar.
Enfim, escrever é acalentar nosso coração quando o que mais queremos é gritar para o mundo o silêncio de nossas palavras...
Raquel Faria.
Assinar:
Comentários (Atom)
..jpg)
